Escrevo este relato com algum atraso. Entre a falta de Internet em Larache e a viagem atribulada para Lisboa, não houve tempo para mais nada.
O Dia 10 amanheceu no Lago Erroumi (Dayet Roumi). O hotel é uma maravilhosa infraestrutura, mal aproveitada, no entanto, que se debruça sobre o lago natural. Tomámos o pequeno-almoço, tirámos algumas fotografias e saímos.
O Dia 10 amanheceu no Lago Erroumi (Dayet Roumi). O hotel é uma maravilhosa infraestrutura, mal aproveitada, no entanto, que se debruça sobre o lago natural. Tomámos o pequeno-almoço, tirámos algumas fotografias e saímos.
Entrámos em terra sobre paisagens semelhantes às da véspera. Os malmequeres, o feno, as papoilas. A vida floresce no norte de Marrocos neste final de Abril.
Parece que estamos no meio do nada. Mas aqui e ali vão aparecendo casas e pastores. Os pastores trazem smartphone e as casas têm antena parabólica. Não se deixem enganar pelas vestes; chegámos ao norte de Marrocos e o norte é bem diferente do sul.
O céu estava mais nublado que no dia anterior e parecia ter chovido durante a noite. Havia lama. Contornámos o Dayet Roumi. O caminho continuou e passámos por um cemitério do lado direito da estrada. Mesmo os cemitérios são diferentes no norte e no sul. Aqui assemelham-se aos ocidentais, mas sem barreiras e portões. No sul, apenas uns montinhos de pedras marcam o lugar onde alguém foi enterrado.
Uns quilómetros adiante, algumas mulheres preparavam comida em fornos comunitários, enquanto conversavam. Pedi uma fotografia a duas delas.
Mais uns quilómteros e um bocado de lama apanhou um Defender desprevenido. Ficámos por ali um bocadinho a puxá-lo e já a inventar formas de passar. Baixas? Bloqueios? Alguns preferiram nem arriscar, não queriam sujar o carro. Outros, como eu, não podiam deixar uns metros de lama levar a melhor.
O caminho prosseguiu em direcção ao almoço. Cruzámo-nos a com inúmeras carroças que transportavam feno, até que, a dada altura, encontrámos uma carroça tombada e dois marroquinos olhavam para ela sem saber por que ponta pegar. Parámos para ajudar. Um dos carros tinha guincho e ajudou a virar a carroça. Os marroquinos agradeceram e ficaram por ali, a carregar todo o feno que estava no chão.
Almoçámos churrasco, mais uma vez. Em Marrocos, é comum os restaurantes estarem lado a lado com talhos. Os clientes escolhem a carne que vão comer e ela é cozinhada no carvão, mesmo à sua frente.
Depois do almoço, alguns quiseram ir directos ao hotel, por alcatrão. Outros, (eu, por exemplo) preferiram continuar por pista e visitar a cidade de Alcácer Quibir, perto da qual se deu a famosa batalha que mudou a História do nosso Portugal.







