O dia ficou-me na memória. Fomos de manhã cedo de carro para Lisboa. Íamos eu, os meus pais e os meus avós maternos. Lembro-me de ver o rio e de virar à esquerda, pelo que sempre achei que teria sido em Belém ou em Alcântara. Lembro-me do caos para estacionar o carro. Lembro-me de entrar num espaço muito grande que tinha palha no chão e coisas relacionadas com cavalos... ferraduras, selas, etc. Estava imensa gente e acho que o meu avô comentou que deviamos ter chegado ainda mais cedo. Esperámos a manhã toda e a minha avó foi atendida quase à hora de almoço. Sentou-se e foi muito rápido. Depois fomos embora e ela nunca mais se queixou com a dor ciática. Eu teria uns quatro anos quando isto aconteceu. Teria sido em 1986?
De vez em quando lembro-me disto e quando alguém à minha beira se queixa com a dor ciática, eu recomendo que "queime" o nervo da orelha. Estranhamente, olham sempre para mim como se eu fosse doida. Não fazem ideia do que estou a falar e encolhem os ombros e começam a falar de acupunctura.
Após umas investigações recentes, percebi que o local era de facto junto a Belém, na Rua da Junqueira, e era conhecido como "O Ferrador do Altinho". O Ferrador chamava-se Mário. Parece que algures nos anos 80 o Mário foi atropelado e nunca mais foi o mesmo. Acabou por morrer pouco tempo depois. Era ali que se ia "queimar o nervo"! Agora não sei onde se vai.
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