A sul, o Verão desfaz-se em gomos de laranja e cascas pelo chão
O cão sem nome estende-se entre o sol e a sombra
E o almoço cheira a pimentos e à sesta de barriga cheia
A sul, o teu aroma confunde-se com a madrugada fresca e violeta
Os alperces maduros sujam a toalha branca rendada
E as crianças daqui e de longe correm e riem-se pelas ruas da aldeia
A sul, os tanques de água morna salpicam a terra do quintal
As abelhas perfumam o ar de brincos de princesa
E a tarde dura noite dentro
A sul, as ervas altas e secas aguardam a ceifa de setembro
As uvas escorregam da latada até ao chão
E o teu sorriso ecoa pela eternidade
A sul, o eco das velhas desdentadas anima as ruas
As sacas de juta arrumam-se a um canto
E a melancia está à espera para ser talhada
A sul, os lençóis de linho secam no estendal
Alguns figos já apodrecem no chão
E o Verão morre na brisa que começa
O cão sem nome estende-se entre o sol e a sombra
E o almoço cheira a pimentos e à sesta de barriga cheia
A sul, o teu aroma confunde-se com a madrugada fresca e violeta
Os alperces maduros sujam a toalha branca rendada
E as crianças daqui e de longe correm e riem-se pelas ruas da aldeia
A sul, os tanques de água morna salpicam a terra do quintal
As abelhas perfumam o ar de brincos de princesa
E a tarde dura noite dentro
A sul, as ervas altas e secas aguardam a ceifa de setembro
As uvas escorregam da latada até ao chão
E o teu sorriso ecoa pela eternidade
A sul, o eco das velhas desdentadas anima as ruas
As sacas de juta arrumam-se a um canto
E a melancia está à espera para ser talhada
A sul, os lençóis de linho secam no estendal
Alguns figos já apodrecem no chão
E o Verão morre na brisa que começa